Neste primeiro domingo, a comunidade Nossa Senhora das Graças celebrou a Solenidade da Epifania do Senhor, em missa presidida pelo frei Railson.
Em sua homilia, o celebrante destacou que a Epifania não se limita a um único dia do calendário litúrgico, mas é a recordação contínua das manifestações de Deus no meio do seu povo. Frei Railson recordou que, ao longo da história da salvação, Deus sempre se revelou à humanidade, especialmente no Antigo Testamento, por meio dos profetas e também através dos sinais da natureza, como o vento, os trovões, o céu e o sol.Segundo o frei, essas manifestações demonstram que Deus jamais esteve distante da humanidade, mas sempre próximo, caminhando com o seu povo. Contudo, na Epifania celebramos a manifestação máxima de Deus: Jesus Cristo, o próprio Deus que se revela de forma plena e definitiva.
Frei Railson enfatizou ainda o grande mistério da fé cristã: o Deus todo-poderoso, onipresente e onisciente que se faz pequeno, frágil e humano, assumindo a condição de um menino. Essa é, segundo ele, a maior de todas as epifanias, Deus que se revela na simplicidade e na fragilidade humana.
Refletindo sobre a primeira leitura, retirada do profeta Isaías (Is 60), o frei destacou o simbolismo da luz que vence as trevas. A escuridão, na Sagrada Escritura, representa o pecado, as dores, as injustiças e as tragédias humanas. É nesse contexto que a glória de Deus se manifesta, trazendo luz, esperança e salvação ao mundo.
Fazendo uma analogia com a realidade cotidiana, frei Railson lembrou como as pessoas se alegram quando a luz retorna após um apagão, comparando essa experiência à alegria trazida por Cristo, a verdadeira Luz que ilumina todos os povos.


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