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Abertura do Ano Franciscano reúne fiéis em São Luís e marca início das celebrações pelos 800 anos de São Francisco

Neste domingo, 22 de março, foi realizada, em São Luís (MA), a abertura do Ano Franciscano, com celebração na Capela Menino Jesus de Praga, no bairro Cohama. A missa foi presidida pelo arcebispo de São Luís e presidente do Regional Nordeste V, Dom Gilberto Pastana, e concelebrada por diversos frades.

Entre os presentes estavam frei Roberto, custódio da capela; frei Pacheco, provincial dos Frades Menores; frei Ribeiro; e frei João Franco, representando os frades capuchinhos de Nossa Senhora do Carmo.

Logo no início da celebração, Dom Gilberto destacou a importância do momento para a Igreja e para a espiritualidade franciscana.

“O nosso Deus nos reúne, de modo especial, para celebrarmos a abertura deste jubileu, esta ocasião dos 800 anos da morte deste grande discípulo de Jesus, deste grande santo que é São Francisco de Assis. Temos ainda a graça de receber parte de uma relíquia, um fragmento do osso de São Francisco, que permanecerá nesta igreja”, afirmou.

Na sequência, frei Roberto realizou a leitura do decreto que, por meio do protocolo 96-2025, eleva a Capela Menino Jesus de Praga, pertencente à Ordem dos Frades Menores Conventuais, à condição de capela indulgenciária. O documento foi confirmado em 10 de janeiro de 2026.

O decreto ressalta o significado espiritual do jubileu para a família franciscana:

“Para nós, franciscanos, este jubileu tem um significado profundo. Como discípulos que buscamos evangelizar os pobres e restaurar a dignidade humana através do nosso estilo de vida, vemos em São Francisco o modelo vivo de entrega total ao Evangelho e de amor preferencial pelos mais necessitados”.

Após a leitura, foi realizada a bênção do nicho que abrigará, durante todo o ano jubilar, as relíquias de São Francisco de Assis.

Durante a homilia, Dom Gilberto apresentou São Francisco como um dos maiores testemunhos de transformação espiritual na história da Igreja. Segundo o arcebispo, a trajetória do santo expressa concretamente a experiência de “ressurreição” proposta pelo Evangelho.

Ele destacou que Francisco abandonou uma vida marcada pelo egoísmo e pela busca de riquezas após ouvir o chamado de Cristo: “Francisco, reconstrói a minha Igreja”, iniciando um profundo processo de conversão.

De acordo com Dom Gilberto, o santo passou de um jovem mundano a um homem totalmente comprometido com o Evangelho, escolhendo a pobreza por amor e tornando-se símbolo de fraternidade universal. Ainda segundo o arcebispo, São Francisco permitiu que o Espírito de Deus transformasse sua vida, tornando-se instrumento de libertação para muitos.

A celebração também recordou os 800 anos da Páscoa de São Francisco. Para Dom Gilberto, sua morte não representa um fim, mas o cumprimento de uma vida plenamente configurada a Cristo, sendo até hoje sinal de que “a vida venceu”.

O evento contou ainda com a presença de autoridades civis, entre elas a deputada estadual Helena Duailibe, acompanhada do ex-deputado Afonso Manoel, e a delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das Delegacias da Mulher no Estado.




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