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Arcebispo de São Luís se pronuncia e defende unidade da Igreja após críticas dos EUA ao Papa Leão XIV

 Diante das graves acusações do presidente dos Estados Unidos ao Papa Leão XIV, resolvi escrever este pequeno texto reflexivo


“Para que todos sejam um” (Jo 17,21)

Jesus, na noite antes de entregar a sua vida, faz uma oração que corta o coração: “Pai, que todos sejam um.”

Não é um detalhe. Não é um conselho. É um clamor.

Porque Jesus sabe: quando a unidade se rompe, o testemunho se enfraquece. Quando o respeito se perde, a verdade é ferida. E quando a autoridade é desfigurada, o povo se dispersa.

Hoje vivemos um tempo em que a palavra perdeu peso. Fala-se muito, mas constrói-se pouco. Opina-se sobre tudo, mas respeita-se cada vez menos. E isso também atinge a Igreja.

Por isso precisamos recordar, com clareza: a unidade não é fruto de simpatia, é fruto do Espírito Santo.

A Igreja não é uma organização qualquer. Ela tem um fundamento visível de unidade. Cristo quis assim. E esse sinal permanece hoje na pessoa do Santo Padre, Papa Leão XIV.

Não porque ele seja perfeito. Mas porque ele foi chamado a confirmar os irmãos na fé.

Atacar essa unidade não é apenas discordar. É ferir o corpo.

E aqui precisamos ter coragem: nem toda crítica é busca da verdade. Muitas vezes é orgulho disfarçado. É ideologia vestida de opinião. É o coração que não quer obedecer.

Respeitar a autoridade não é idolatrar pessoas. É reconhecer a ação de Deus na história.

A autoridade espiritual verdadeira não se impõe pela força. Ela se revela no serviço, na fidelidade, na cruz.

Cristo reina da cruz. Cristo governa servindo. Cristo ensina entregando a própria vida.

E é esse o modelo de toda autoridade na Igreja.

Diante de palavras duras, de ataques, de divisões, qual deve ser a nossa resposta?

Não é o silêncio cúmplice. Mas também não é o grito vazio.

A resposta do cristão é mais exigente: permanecer na verdade; guardar a unidade; falar com caridade; e nunca perder o respeito, porque quem perde o respeito, já perdeu o Evangelho.

O mundo está cansado de conflitos. Cansado de discursos agressivos. Cansado de líderes que dividem.

E Deus continua procurando um povo que viva diferente. Um povo que constrói pontes. Um povo que permanece unido. Um povo que reconhece a autoridade como serviço e missão.

Hoje, cada um de nós precisa se perguntar:

Eu promovo unidade ou espalho divisão?
Minhas palavras constroem ou ferem?
Eu reconheço a autoridade ou só aceito quando concordo?

Que o Espírito Santo nos converta. Que nos livre do orgulho. Que nos ensine o caminho da comunhão.

E que, unidos ao Santo Padre, Papa Leão XIV, possamos ser no mundo um sinal vivo daquilo que Jesus clamou ao Pai: “Que todos sejam um.”

Dom Gilberto Pastana
Santuário de Aparecida – 14.04.26

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